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Mostrando postagens de novembro, 2017

Humana

 Final de ano me deixa nostálgica.  Hoje resolvi assistir meu vídeo do ano passado .  Fiz várias coisas ao contrário esse ano.  2017 não tem sido um ano de risadas despreocupadas, picnics do amor, rolês com amigs, vídeos fofos motivacionais, descanso para a mente ou projetos pessoais. Só esse ano eu morri 23 vezes. Talvez 32. Já não sei bem os números, mas sei que morri e continuei respirando. E quando digo que morri é porque desisti de mim e senti dores reais: mente dilacerada, alegria queimada, expectativas destruídas. Senti tudo, tudo mesmo. E doeu tanto que quase esqueci o quanto estar viva é bom.  Esse ano eu mergulhei no lado que não mostrava para os outros (pelo menos achava que não), aquela parte feia que me deixa(va?) com tanta vergonha de ser quem sou. A minha versão que sente inveja, que tem medo de tudo, que quer ver o mundo explodir, que quer deixar de viver, que sente raiva (daquele tipo que faz mal e deixa o peito pesado), que é fraca (o qu...