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Mostrando postagens de março, 2017

Having big dreams but no realistic way to achieve them

 Não, eu não estou a fim de esperar.  Eu não tenho tempo para isso.  O mundão lá fora está gritando meu nome, tem alguma coisa muito grande acontecendo dentro de mim, e eu preciso compartilhar.  Rápido.  Preciso correr.  O inglês fluente é para agora.  O dinheiro é para agora.  A passagem para o mochilão é para agora.  Minha vida é para agora.  Eu quero tudo.  Eu quero o mundo.  E eu quero agora.

Shi

 As 24 horas do dia não são suficientes.  Como é que eu vou fazer tudo?  Só mesmo tirando pedaços de mim e ficando esmagada entre um respiro e outro.  Semana passada cortei uma coisa desnecessária: tinha vontade de fazer um livro com toda minha família, cada um contando sobre sua vida, sua experiencia no mundão... Vê se pode. Sonho bobo. Coisa de criança. Foi só tirar isso, que eu voltei a caber na rotina (bem apertada, sem respirar, mas coube): 4 horas de sono, 4 horas em transporte público, 4 horas na faculdade, 4 horas de internet, 4 horas de não-sei-mais-o-que, 4...  No Japão dizem que 4 é o número da morte.  Talvez seja mesmo, mas quem se importa?  Não tenho tempo pra pensar nisso (e nem em qualquer outra coisa).  Percebi que estou saindo de novo da rotina... Acabei de pensar no quanto seria bacana abrir uma loja... ai ai. Tudo bem. É só me desfazer de mais um desses desejos de criança e tudo bem.  Continuo normal, continuo acei...

Animais ou máquinas?

 Você já sentiu que sua pele já não te serve mais?  Você olha ao redor e está tudo errado.  As músicas que você escuta, os artigos que lê, os assuntos que te interessam, a comida que você come... Tudo te incomoda de uma maneira quase insuportável.  Sua zona de conforto fica entalada na garganta e não sai de lá nem com um litro de lágrimas (essas que tem fabricado todas as noites antes de dormir).  Não tem como continuar assim, e você sabe...  Você sabe que se der mais um passo carregando essa tonelada de desperdício na alma, só vai encontrar a morte. E não é a morte física, não. É muito pior. É a morte daquela viagem para o Canadá, a morte daquele futuro promissor que seus pais (e toda sua família) juraram que você teria, é a morte daquele seu projeto (aquele mesmo que você tem guardado na mente faz uns anos), é a morte da sua voz, é a morte da sua luta, é a morte dos seus sonhos. É aquela morte que ainda te deixa viva, o ponto final no meio do capí...